Felicidade ao alcance de todos

Ernani Kufeld*

Jesus_sorrindo_2 Você é feliz? Felicidade é um conceito subjetivo, que varia de pessoa para pessoa; que muitas vezes depende do momento e estado de espírito que se vive. Já disse alguém que na vida, o que importa é ser feliz. Mas como, se há tanta desigualdade e violência; faltam acesso a saúde e educação de boa qualidade? Se faltam saneamento básico, transporte público de qualidade e baixo custo, segurança e dinheiro no bolso? Canta o artista (Odair José) que “felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes”. Será então que o nosso próximo momento feliz vai ser comemorar o HEXA? E se o Brasil não vencer a copa? Talvez seja pensando nisto que os nossos deputados finalmente estão preocupados com a felicidade do povo. Tramita no congresso nacional uma proposta de emenda constitucional que, se aprovada dará a todos os brasileiros o DIREITO A BUSCA DA FELICIDADE! Será? Feliz de nós se fosse fácil assim. Simplesmente estabelecer em lei o direito à felicidade é o mesmo que dizer para criança que chora: você tem direito a sorrir. Mas não fazer nada por ela.

O que você precisa para ser feliz? Encontrar o amor da sua vida? Um bom emprego? Um carro novo? Ganhar na mega-sena? Aliás, dinheiro traz felicidade? Há quem diga que sim. Eu discordo. Precisamos sim de dinheiro assim como precisamos de um montão de outras coisas nesta vida. Mas por si só, o dinheiro não garante a felicidade. Pode inclusive trazer mais preocupação e dor. Exemplo recente é o do empresário Mato-grossense, Francisco Serafim de Barros, que tramava o assassinato do próprio filho, Fábio de Barros, ganhador de um prêmio de R$ 28,8 milhões pagos pela loteria federal.

Talvez você esteja com a faca e o queijo na mão e ainda não se deu conta disto! Pessoas não são felizes porque procuram a felicidade em coisas. Objetos que envelhecem. Sentem-se momentaneamente felizes porque compraram o carro novo, lançamento do ano! Dali a 3 anos estão infelizes porque já não gostam daquele carro e não podem comprar outro lançamento.  Enquanto as pessoas buscam felicidade em objetos de consumo, Jesus tem outra proposta, bem diferente por sinal. “Será que a vida não é mais importante do que a
comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas?” (Mateus 6.25).

Em sua primeira carta ao jovem Timóteo, o apóstolo alerta: “o que foi que trouxemos a este mundo? Nada! Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isto” (1 Timóteo 6.7,8). Na verdade Deus nos dá tudo o que realmente precisamos para sermos felizes. Nos deu a vida e habilidades, dá oportunidades e tempo. E foi falando sobre o tempo que o sábio escreveu que há tempo para tudo: “tempo de ficar triste e tempo de se alegrar” (Eclesiastes 3.4). Sim. Tempo, direito e dever de chorar com os que choram, alegrar-se com os que se alegram. “Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder. Isso é um presente de Deus (Eclesiastes 312,13)”.

Mas Deus oferece mais. Oferece perdão, vida eterna, salvação! Alerta o Salmista que “ feliz é aquele cuja maldades deus perdoa e cujos pecados ele apaga (Salmo 32.1). Feliz aquele que pela fé em Cristo é contado entre os herdeiros do reino de Deus. Porque “se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isto é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados (1 Coríntios 15.19,20). Isto Deus não estabelece na lei, mas garante de graça; como aliás deveriam ser o acesso à saúde, a educação e a segurança de qualidade.

* Teólogo e pastor da Igreja Luterana em Aracaju, SE – ekufeld@gmail.com

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